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Ana Borguin [userpic]

De groupie e louco...

January 15th, 2008 (05:55 pm)
bored

current location: Osasco, São Paulo
current mood: bored
current song: Guilty Pleasure - Cobra Starship



Se você é um fã de My Chemical Romance (e, se está lendo isto, é bem provável) deve saber e acompanhar toda a expectativa da vinda deles para o Brasil, em Fevereiro. Serão – por enquanto – três shows (Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo) e ainda há previsões de um segundo show em Sampa. Muitos fãs, apesar de tais notícias, se desesperam com a possibilidade de não irem a nenhum desses. E, aqueles que já possuem seus belos ingressos, já podem sorrir e comemorar aliviados. Ou não. Afinal, ficar horas (ouço dizer por aí, até mesmo, “dias”) em uma fila para poder observar seus objetos de adoração por um curto período de tempo, nem sempre parece ser suficiente.

Há pessoas dispostas a se arriscarem em verdadeiras aventuras atrás de sonhados segundos de apertos de mãos e fotos. Primeiro é o básico: aeroporto. Momentos de muita aflição em um hall de desembarque. Correr – às vezes literalmente – atrás das figuras encapuzadas, de óculos escuros e com cara de quem adora passar horas dentro de um avião ruma à América do Sul (not). O segundo passo é até óbvio: hotel. Perambular pelos corredores, aguardar o fechamento da conta, e torcer para que nenhuma recepcionista se incomode com os gritinhos femininos excitados. Em terceiro lugar há as formas mais variadas: contatos, insistência absurda, sexo casual com alguém da produção, implorar na porta do camarim...e por aí vai.

São dinâmicas, corridas e, por vezes, frustrantes tais empreitadas. Nunca é certo se os integrantes estarão de bom humor ou se o segurança facilitará. Sem contar os gastos: locomoção entre os pontos principais; hospedagens em quartos de hotel em sua própria cidade; transporte para outros estados; comida e barraquinha na fila... Além dos (salgados) ingressos.

Isto nos leva a uma inevitável reflexão: Vale a pena? Vale todo sacrifício? É uma foto que vai fazer diferença na sua vida? São cinco palavras trocadas em um inglês gaguejado?

Não sei exatamente o que pensar sobre isso. Se você me conhece, sabe também que eu já fiz algumas dessas maluquices pra tentar – e conseguir – singelos minutos perto de uma das minhas bandas preferidas. E, bem, até que isto fosse realizado, foi muito surto, choro, desesperança e grana. Não sei se alguém poderia explicar o prazer de estar frente a frente com alguém que você só imaginava encontrar em sonhos (ok, ele não estará com uma rosa na boca e nem proporá casamento como você sonhou, mas é quase isso).

Parecerá hipocrisia – Não é! Não é! – mas não acho que isto devesse realmente importar.

Vamos lá, o que une você a seu ídolo é o fato de que ele faz algo que te agrada muito! No caso de My Chemical Romance, talvez você pense o quanto as musicas deles são boas e lhe remetem momentos bons. Não deveríamos estar satisfeitos com o fato de poder vê-los há metros de distancia, cantando as músicas que tanto tocaram em nossos MP3?

Daí vocês olham e dizem: “mas, qualé, você fez isso!”. E é, eu sei. Eu fiz e provavelmente faria/farei de novo. Mas isto não significa que não critico minhas próprias atitudes. Gastar todo o dinheiro do meu ultimo salário não é nada animador. Conseguir uma briga homérica com os pais para poder viajar para outro estado é enfadonho. Surtar litros indo no aeroporto ou dormindo na fila é pra mim, de certa forma, degradante. Meu pai fala e no fundo está certo: é tudo idiotice. Eu deveria me contentar em ver um show em São Paulo, tirar fotos e relembrar com saudades daquela uma hora de glória. Meu pai está certo, eu sei. Mas os nove rostos de Gerard Way no meu quarto dizem outra coisa.

E, vejamos, quem falou que tudo que nossos pais falam é para ser seguido? Yo soy rebelde!


- Ana Borguin

 

Ana Borguin [userpic]

Big Bosta Brasil?

January 11th, 2008 (08:56 pm)
hungry

current location: Osasco, São Paulo
current mood: hungry
current song: Liar Liar - The Used



 

Ok, nada disso é confirmado. Tá me cheirando mais à boato de fake do orkut, mas, como para muitos (e isto me inclui, admito) se tornou o "Auê" do momento, acho justo fazer algumas observações. Primeiro de tudo, sobre o Big Brother.

Quando este programa começou (há longos oito anos atrás) prometia uma experiência (não tão nova assim) para o público brasileiro. Não era uma idéia ruim: uma casa onde um grupo de pessoas seria confinado com contato mínimo do exterior até que aparecessem intrigas que fizessem, aos poucos, os participantes disputarem entre si um prêmio. Poderia ser realmente interessante observar como este grupo age, as polêmicas que surgiriam, as amizades, os vínculos, as despedidas. Sério, se eu tivesse tido essa idéia antes me acharia uma pessoa realmente genial.

Como eu disse, poderia ser interessante. Poderia. Com o tempo, o programa - que começou com uma audiência absurda - foi ficando monótono... igual aos anteriores... A disparidade entre os participantes era tão alta que, não era difícil, eram formados dois ou três grupos bem distintos que se isolavam e se protegiam, evitando qualquer tipo de contato diferente.

Bom, acho que alguém muito esperto da Globo percebeu que a audiência não estava lá aquelas coisas e deve ter perdido alguma noite pensando em algo que pudesse dar um UP!. E como um click (talvez enquanto assista Malhação) teve uma idéia genial: E se ele colocasse protótipos de Barbies e Kens - APENAS? Se eles não fossem inteligentes ou carismáticos os telespectadores ainda poderiam ligar a tv e  observar o quanto são bonitos.  Os diálogos sem sentido seriam esquecidos em um mundaréu de  músculos e bundas  bem definidas. Uau. Esse cara era ainda mais esperto que aquele que primeiro imaginou este reality show.

Bom, acho que o resto já dá pra imaginar: o programa caiu numa banalidade sem tamanho. Os "brothers" agora têm regalias que fazem eu, aqui, sentada na frente do meu computador e podendo gozar de toda liberdade, mais presa e longe do mundo que eles.

De qualquer forma, querendo ou não, este programa "entrou" nas nossas vidas. Lembro que ano passado, mesmo querendo ficar bem longe dele (e conseguindo na maior parte do tempo) era impossível não ouvir centenas de comentários diários sobre siris, alemães e outras etnias que me irritavam profundamente.

Porém, estaria mentindo se dissesse que não assisti um episódio sequer desta edição passada. Lembro que liguei a TV certa noite e esperei ansiosa para o maior mico da música de 2007 (minto, Britney deve ter superado essa umas 5 vezes): Simple Plan tocando ao vivo em rede nacional.

Foi hilário. Eu, que detesto Simple Plan, ri muito dos emos misturados no meio dos playboys de academia. Mas, apesar da diversão, foi impossível não reparar em quão patética a cena foi. Sério, vergonha alheia, saca? Não sei, mas devo ter agradecido por ser Simple Plan e nada que eu realmente gostasse.
Mas então, POW, a bomba cai um ano depois. Como disse no começo, não é nada confirmado, mas este boato mexeu comigo mais do que gostaria. Imaginar minha banda favorita passando pelas mesmas cenas ridículas que a outra  do ano anterior me deixou maluca. Se você está lendo isso e não me conhece (não que eu acha que isto um dia vai acontecer, enfim) saiba que costumo ser uma fã bem crítica. Não é porque amo My Chemical Romance que vou fechar os olhos para os milhares de defeitos que eles têm. É, obviamente, uma banda comercial e marketeira como tantas outras surgidas no pós anos 80 no capitalismo selvagem.

Apesat disso tudo, o que fez com que fosse minha banda favorita é o fato de ter um formato diferente das outras desse punk-rock-emo (um dia explico isso melhor). Ver estes cinco garotos em meio à popozudas que não sabem sequer pronunciar seus nomes corretamente me dá calafrios.

O que eu posso fazer pra mudar isso? Nada, em absoluto. Mas o que tem me intrigado é que, analisando opiniões de outras pessoas que leio por aí, elas não entendem o quanto esta aparição tem um "que" cancerígeno. Outras pessoas ainda emendam que  “Mas MCR é igual à SP. Qual a diferença? Se Simple Plan foi, eles também podem ir”. Eu discordo mortalmente dessa afirmação, mas, pense bem: Você realmente acha legal que uma banda (MCR, Simple Plan, whatever) se sujeite a isto? Publicidade barata e mal feita? Se sua resposta for um forte e enérgico "não" eu lhes ofereço meu lencinho sujo e choraremos juntos caso isto se concretize. Se sua resposta for um claro "sim"... bem... e então, qual é a nova capa da Caras mesmo?


- Ana Borguin.


P.S.: O título  foi retirado do blog Big Bosta Brasi

Ana Borguin [userpic]

Hm, o começo.

January 11th, 2008 (03:30 pm)
calm

current location: Osasco, São Paulo
current mood: calm
current song: My Number - Tegan & Sara

Olá! Hoje é um dia glorioso para história de minha medíocre vida.
Há um bom tempo penso em abrir um Journal como este. Tanto tempo que, não duvido, talvez já tenham sido criados milhares assim (fato que desconheço, apenas imagino).
Ok, agora vamos a explicação:

Existem vários sites de MCR brasileiros. Sites bons, com notícias atualizadas diariamente, mídias para download, fóruns... Mas, não sei, sempre senti falta de uma área onde alguém pudesse colocar de fatos suas opiniões (que agradem ou não). Não divulgar simplesmente, mas fazer uma crítica sobre aquilo. Um lugar parcial MESMO. Não com uma falsa imparcialidade (aliás, que sempre soa deveras forçada).
E é isto que pretendo com o My Chemical Opinion: um  lugar onde  há opiniões reais. Críticas, resenhas... Enfim, tudo que eu pensar sobre esta banda que, se querem saber, é minha preferida.
Sei que esta é uma apresentação bem tosca, mas que fique assim o começo: algo um tanto incerto, apenas uma tentativa.

Espero que acompanhem e possam me adicionar como friend em seus LJs.
Qualquer dúvida, reclamação ou sugestão podem ser encaminhadas para aborguin@gmail.com. Estou aberta a qualquer proposta. =)

É isso, sem mais,

Ana Borguin.

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